sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Se acostumar???

Venho aqui escrever sobre algo que aconteceu com a minha menina há 3 meses e perdura até hoje.

Tem uma amiga minha que tem uma filha seis meses mais nova que a Lê. Há três meses, ela pegou um brinquedo e bateu com tudo na cabeça da Lê. Nem preciso dizer que ela chorou e chorou (ficou roxo e com galo, pra vocês terem uma ideia). Chegou ao ponto de ver a menina (chamaremos de Bia, OK) e começar a chorar e tremer, gritando que tinha medo da Bia, que queria colo.

Resultado: fiquei 3 meses sem ir na casa da minha amiga e ela sem vir aqui com a Bia (vinha sozinha mas, mesmo assim, a Lê tinha associado a Mariana (nome fictício) à Bia e chorava de medo também).

Outro resultado disso é que a Lê, que nunca tinha medo de crianças, passou a abominá-las. E eu continuei socializando-a com crianças mais boazinha e ela acabou perdendo o medo delas, inclusive da Bia.

Hoje, estavam várias crianças na casa da Mariana e a Lê foi também. No começo ficou com medo, mas se soltou ao ver os brinquedos. Mas, não deu nem um minuto, a Lê estava brincando com o piano da Bia e ela chegou, bateu e empurrou com tudo ela no chão. Por pouco, ela não bateu a cabeça na raque (só não bateu porque eu a peguei rápido - infelizmente não consegui evitar a pancadaria, foi questão de um segundo de descuido). Aí, ela chorou, gritou, tremeu, pediu colo e pra vir embora.

Vim embora na hora, dei um banho pra acalmá-la. E o que me deixou furiosa foi que todas as mães falaram que a Lê era uma chorona, que a Bia não tinha feito nada, só era estabanada.

Aí, quando menos espero, toca o telefone e era a Mariana, falando que eu não deveria ter ido embora, porque assim a Lê nunca vai se acostumar, criança bate mesmo, tem que bater e apanhar pra acostumar, que eu vou sofrer se não fizer isso. Quase desliguei o telefone na cara dela. Só não falei nada porque senão ia começar a xingá-la. Mas eu duvido que, se os papéis fossem invertidos, ela diria este discurso (ou o aceitaria).


Chorando de medo da Bia. Realmente, é pra "acostumar"? Isso só porque a encontrou na rua, gente!!! Não vou sujeitar a Lê a esse pânico, pra quê?


Agora, está decidido: Nada de ir na casa da Bia nem dela vir aqui. E, se insistir, vou falar que ninguém tem que se acostumar a apanhar; se você apanhasse todo dia de alguém, continuaria visitando-o pra se "acostumar"?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Segredos do Pedigree

Faz um tempinho que estou pra postar alguma coisa sobre este programa, que achei muito bom, que passou recentemente em um canal da TV paga: Segredos do Pedigree.

Eu, como bióloga e amante de animais e comportamento animal (tá, principalmente os cães), acho que realmente o homem, com toda a inteligência, não deveria produzir raças (e animais) cheios de problemas, sem ao menos se importar com o bem-estar dos mesmos. Eu já tive contato com um Cocker Spaniel Inglês, fruto de acasalamento com irmão e irmã, que tinha vários problemas: menor imunidade, problemas neurológicos (dificuldade em andar, epilepsia), comportamentais, de pele e nos olhos. De uma ninhada de seis filhotes, este foi o único sobrevivente, mas viveu cerca de 8 meses apenas. Agora, por que fizeram este acasalamento? Porque os irmãos eram chocolate, uma cor raça, que eles queriam produzir. Mas, e o bem-estar deste animal? Isso é vida?

Hoje em dia vemos raças (não apenas de cães) que são verdadeiros mutantes: não conseguiriam sobreviver na natureza sozinhas. Na minha opinião, os maiores exemplos são o gato Persa e o Bulldog Inglês. O Bullgod tem problemas de respiração e, consequentemente, de resfriamento (a grande maioria deles, pelo que tenho lido, morre de superaquecimento); não tolera exercícios físicos e nem calor; as fêmeas não conseguem dar a luz normalmente, somente via cesárea, pois os filhotes são extremamente cabeçudos; a fêmea não aguenta o peso do macho, então, a maioria engravida por inseminação... e por aí vai.
O Persa tem problemas com o canal lacrimal, alguns não produzem a quantidade ideal de lágrimas, ocorrendo problemas oculares; por causa do achatamento extremo do focinho, alguns tem problemas para respirar, outros nascem com palato aberto; as fêmeas também, algumas vezes, não conseguem dar a luz os filhotes, tendo que nascer por cesárea.

Mas, isso não para por aí. Tem muito mais coisas, desde raças que possuem problemas sérios mas continuam usando estes exemplares não saudáveis nos acasalamentos, visando apenas a estética, até animais que, sem dúvida alguma, sofrem com excesso de rugas, excesso de achatamento de patas; focinho curto; muito pesado...

Para quem quiser saber mais, veja aqui. Quem quiser ver o vídeo do programa completo, clique aqui.

Piquenique com a família

Nenhum artigo especial...

Hoje vou falar que sábado fizemos um piquenique em família: eu, Suzie, Luis e Letícia. Então, os preparativos para ele começaram desde quinta-feira. Claro, porque não daria pra eu passar a sexta todinha na cozinha, sem dar atenção pras minhas duas meninas.

O dia estava ótimo, passeamos, conheci um casal de amigos virtuais (muito gente boa, Sara e Leo, com sua peluda Meg Meg), comemos bem e passamos momentos bem divertidos, debaixo da sombra de uma árvore e eu vendo alucinada tudo quanto era cachorro passando por perto.

O que foi servido no piquenique? Vou dividir com vocês =) Duas tortas: uma de milho verde e espinafre e outra de cenoura, brócolis e alho-poró; bolo de laranja; frutas diversas; suco; água; e croquetes caninos pra Suzie (lógico, alguém ainda duvida que eu a deixaria de fora?).

Querem as receitas? Vejam aqui.
Obs.: Sara, Leo, adoramos conhecer vocês. E a Meg super simpática!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Corridas de cavalos: crueldade

Muitos acham lindo ver aqueles cavalos competindo para ver qual o mais veloz, o melhor, o invicto. Apostam neles. Torcem por eles. Se não vão aos jóqueis clubes, assistem pela televisão. Mas a grande maioria das pessoas sequer sabe que este "esporte" é cruel, abusivo e os cavalos são muito mal tratados.

Muitos cavalos de corrida são forçados a correr ainda muito jovens, antes do completo desenvolvimento ósseo. Além disso eles participam de muitas corridas, correm em superfícies duras e lhes são ministrados analgésicos e anabolizantes.

A corrida de Triple Crown é especialmente arriscada. Dos 390 cavalos nominados na corrida de 1998, apenas alguns conseguiram chegar até o portão de saída. O favorito Halory Hunter quebrou a pata durante um treinamento dias antes da corrida; Event of the Year quebrou seu joelho direito na corrida Churchill Downs de Kentucky. Em 1999, Charismatic, vencedor do Derby de Kentucky, quebrou a pata durante a corrida Triple Crown de Belmont.

Chicotear é rotina. Os organizadores de corridas dos EUA, diferentemente dos europeus, não fazem restrições no número de chicoteadas que um cavalo pode levar durante a corrida.

Fim da Linha

Poucos cavalos que sobrevivem aos dias de corrida são recompensados com uma aposentadoria decente. Na verdade, o destino final para a maioria destes cavalos é o matadouro. Até mesmo cavalos campeões acabam em matadouros, a exemplo de Exceller, que ganhou cerca de 1,7 milhões de dólares em corridas.

Em 1998 cerca de 7.100 cavalos foram abatidos nos EUA. Para estes cavalos, a “aposentadoria” começa com uma longa viagem em um caminhão. No matadouro, eles recebem um choque elétrico ou uma pancada na cabeça com uma barra de ferro, são içados de cabeça para baixo e abertos. Sua carne é transformada em ração para cães ou mandada para a Europa para consumo humano.


E aí, ainda quer contribuir para as corridas de cavalos? Você realmente AMA estes belos animais? Eles não merecem essa vida, não acham?

Em breve colocarei mais detalhes sobre mais esta crueldade. Parece que os humanos não têm limites mesmo...


O que eu tenho achado pior é que existem emissoras que estão mostrando as corridas como algo maravilhoso (assim como corrida de cães de trenó, que falarei mais tarde), digno de se mostrar na televisão. Para mim, as corridas deveriam acabar para os cavalos poderem ser felizes e ter uma vida digna, como todos nós queremos e merecemos.

sábado, 6 de junho de 2009

Receita: Panqueca de lentilha e tahine (vegana)


Mais uma receita "da hora". Essa eu fiz no meu aniversário do ano passado e fez tanto sucesso que tive que fazer mais panquecas na hora... e olha que tinha feito um monte de panquecas, além da lasanha (que posto receita aqui depois).

Essa receita é muito fácil de fazer e aqui em casa todos gostam =)

Ingredientes da massa:
- 1 xícara e meia de farinha de trigo
- 2 colheres (sopa) de óleo de canola
- 1 xícara e meia de água
- 1 colher (café) de sal marinho
- 1 colher (chá) de fermento em pó químico
- 1 pitada de açafrão (opcional), pra dar essa cor amarelada na panqueca (vejam que uma delas é branca, fiz uma massa sem açafrão porque tem gente não curte muito temperos fora sal, e também não era de lentilha, mas de queijo)

Ingredientes do recheio:
- 1 dente de alho picado
- 2 colheres (sopa) de azeite
- suco de 1 limão
- 1 xícara (chá) de lentilha
- 4 colheres (sopa) de tahine
- sal e temperos à gosto (usei gengibre em pó, salsinha, cebolinha e coentro em pó)

Modo de preparo da massa:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aqueça uma frigideira e unte levemente com óleo. Encha uma concha de feijão com a massa e despeje na frigideira. Frite-a virando com uma espátula para dourar dos dois lados.

Modo de preparo do recheio:
Cozinhe a lentilha em água com uma pitada de sal. Deixe dois ou três dedos de água acima da lentilha. Escorra e reserve. Misture em meia xícara de água o tahine, o dente de alho, o suco de limão e os temperos. Acrescente a lentilha e mexa bem.

Agora, é só montar as panquecas e comê-las =)
Depois me digam se conseguiram fazer, se gostaram.

Receita: Quibe de Berinjela (vegana)

Já que neste espaço "falo" sobre um pouco de tudo de nossa vida e de tudo em que acreditamos, nada melhor que publicar aqui algumas receitas vegetarianas (em parêntesis diz se é vegana, lacto ou ovo-lacto-vegetariana) para ajudá-los a ver como podemos comer coisas deliciosas sem precisarmos ter nos nossos pratos fruto de crueldade contra os animais.

São todas receitas testadas e aprovadíssimas, tanto por nós quanto por onívoros que as comem. Que tal vocês tentarem em casa? São fáceis de fazer, gostosas e nutritivas. Um dia em que se deixa de comer carne, é um animal a menos morto sem necessidade. Pensem nisso.

Vamos lá?

Segue uma receitinha vegana para alegrar o blog! Esta receita foi testada e aprovadíssima, tanto que farei de novo ainda essa semana! Até hoje a Letícia fica pedindo o quibe (ibe!) pra comer hehehehehe. Mas, se contentou com a torta de abóbora mesmo.

E vocês, tem alguma receita testada a aprovada (vegana, lacto-vegetariana, ovo-vegetariana ou ovo-lacto-vegetariana) para compartilhar?

Quibe de Berinjela

Ingredientes:
2 xícaras(cha) de trigo para quibe
4 xícaras(cha) de água morna
2 beringelas grandes descascadas e cortadas em cubos
1 xícara(cha) de água
1 cebola grande picada
3 colheres(sopa) de hortelã picada
2 cenouras raladas
1 colher(sopa) de sal
1 colher(sopa) de margarina (usei uma marca vegana)
6 colheres(sopa) de amido de milho

Como fazer?
1. Coloque o trigo em uma tigela e cubra com a água morna. Deixe de molho por 1 hora. Passe por uma peneira. escorrendo bem todo o liquido. Reserve.

2. Unte uma assadeira retangular. Temperatura média.

3. Em uma panela média, junte a beringela e a água. Cozinhe em fogo médio até que a beringela esteja macia e todo o líquido tenha secado(cerca de 20 minutos).

4. Bata no liquidificador a beringela e a cebola. Passe para uma tigela e acrescente a hortelã, o trigo escorrido, a cenoura, o sal, a margarina e o amido de milho. Misture bem.

5. Acomode a massa obtida na assadeira untada e leve ao forno por 30 minutos ou até que esteja firme.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Qual a diferença?

Estes dias acordei com uma vontade irresistível de escrever alguma coisa a este respeito. Era um domingo e acordei cedo, antes das 7:30, porque não conseguia mais dormir com vontade de escrever, era como se eu precisasse fazer isso. Aliás, acordei com raiva nesse dia e, no sonho, eu falava tudo isso (pelo menos que eu me lembre) que passei para cá. No dia não consegui escrever, consegui somente na segunda à tarde, com as idéias ainda vivas em minha cabeça. Hoje passei para a internet. E, já me foi dito, este texto será distribuído em eventos em prol do vegetarianismo, já que o pessoal da Sociedade Vegetariana Brasileira (de Sampa) adorou. Bom, não preciso dizer que o texto é de minha autoria, né?! Mesmo assim, a impressão e distribuição está autorizada. Espero que gostem. É um texto longo, mas leiam e reflitam. Paz.


Imagine alguém batendo em seu cão. O que você faria? Acharia engraçado? Acharia que ele não sente dor? Então, porque acha engraçado e divertido assistir aos rodeios, onde os animais sofrem, apanham, pulam de dor, quebram as patas e, no caso dos bezerros, a coluna? Qual a diferença?


O que você sentiria se alguém quisesse jogar ácido em seu cão, só pra ver o que acontece e se realmente ele é ácido? Você aceitaria? Então, porque aceita usar cosméticos que fazem testes em animais, sejam eles cães, gatos e coelhos, testes estes feitos sem anestésicos e que provocam dores extremas? Qual a diferença?


Desliga a TV quando aparecem cenas de animais caçando outros animais? Acha um absurdo comer-se carne de cachorro na China? Mas você já visitou um matadouro? Já viu as condições nas quais os animais ditos de “abate” (bois, porcos e aves) são mantidos, transportados e assassinados, ops, abatidos? Qual a diferença?


Você está com um filhotinho em casa. Procura mantê-lo sempre bem alimentado e vivendo em condições excelentes de higiene, além de lhe proporcionar exercícios e brincadeiras. O que você acharia de dar-lhe uma alimentação pobre, deixando-o anêmico e deixá-lo viver enclausurado durante boa parte da infância, sem ver a luz do sol e sem espaço sequer para se deitar? Um absurdo? Pois saiba que é isso que acontece com os bezerros destinados à produção de carne de vitela. Você está comendo a carne de um animal anêmico e que sofreu durante três longos meses, desde o dia do seu nascimento. Qual a diferença?


Você deixaria seu cão ser adestrado por alguém que batesse nele, usasse de violência para conseguir um simples “Senta” ou “Deita”? Então, por que vai a circos que têm animais, que são adestrados por meio de choques, pauladas, ficam dias sem comer, apenas para entreter o público? Qual a diferença?


Você gostaria que alguém pegasse seu cão, gato, ou até mesmo você, desse um choque para matar (o que na verdade só faz desmaiar) e tirasse a pele dele (ou sua) ainda vivo, sentindo todas as dores possíveis e imagináveis? Então, por que acha lindo um casaco de pele, que precisou de um número grande de animais mortos para ser feito (cerca de 70 raposas, se for de raposas, e mais de 120 coelhos, se for de coelho), animais que são esfolados ainda vivos? Qual a diferença?


O que você sentiria ao viver preso em uma jaula, sem companhia, sem nada para fazer, e com pessoas atirando pedras em você, gritando, batendo nas grades da jaula? Saiba que muitos animais vivem nestas condições: animais de zoológicos, de circo, de fazendas de pele, de fábricas de filhote, bois, porcos... Qual a diferença?


Por outro lado, gostaria de viver em um galpão, com luz 24h por dia, vivendo em um lugar com capacidade para cinco pessoas mas vivendo com cinqüenta, sendo pisoteado, um lugar super quente, estressado e sem conseguir dormir e sequer se mexer? As galinhas, perus, patos e outras aves vivem nestas condições, só para que você possa saborear uma deliciosa coxinha. Qual a diferença?


Você gostaria de, ao chegar numa certa idade, ou mesmo quando estivesse doente, momentos onde mais se precisa de carinho e de uma família, ser abandonado na rua? Então por que você faz isso ao seu cão ou gato quando ele chega na velhice? Eles sofrem tanto quanto você. Qual a diferença?


Você acha um absurdo castrar o seu animal, pois ele sentirá falta de sexo? Saiba que a maioria dos animais, cujos donos pensaram a mesma coisa, tiveram filhotes e, destes, a maioria se encontra no corredor da morte nos milhares de CCZs espalhados pelo país, morrendo muitas vezes de forma dolorosa, como em câmaras de gás ou a pauladas. E, destes animais, 40% a 50% são cães de raça. Você já imaginou que um filhote da sua linda cadela pode vir a para em um destes “agradáveis” lugares? Gostaria que isso acontecesse? Qual a diferença entre ele e um outro?


Uma criança de um ano é menos inteligente que um cão, um boi ou até mesmo um porco. Você a comeria? Por que não? Qual a diferença?


Você acaricia um cão, mas come um boi. Por que ama um e come outro? Qual a diferença?


Muitos acham que os animais foram feitos para nós, mas isto não é verdade. Seria o mesmo que achar que as mulheres foram feitas para os homens, ou que os negros foram feitos para os brancos. Não deixa de ser um pensamento especista (como o primeiro é sexista e o segundo, racista). Os animais sofrem, sim, e muitas vezes até mais que nós, pois seus sentidos são mais aguçados. A única diferença, é que eles não conseguem falar. Mas, será mesmo necessário que eles tenham que falar para que entendamos o quanto sofrem? Quem já olhou nos olhos de um animal que está no matadouro? Nos olhos de um cão abandonado? De um animal machucado? De um animal enjaulado? Uma imagem vale mais do que mil palavras, e os animais se expressam através de imagens. Nós é que não as compreendemos. E ainda qualificamos os animais de irracionais. Justamente pelo fato de não os compreendermos. E tudo aquilo que não compreendemos, tendemos a destruir.


Prova disso é a enorme quantidade de animais ameaçados extinção, a produção em massa de carne animal, alimento esse dispensável aos humanos, que em sua essência, não são classificados como carnívoros (basta ter a curiosidade de olhar em um livro de Zoologia e ver que não somos carnívoros), a produção de pele e couro, totalmente inúteis e supérfluas ao nosso bem-estar. Por que fazemos tudo isso? Porque nos falta um sentimento: compaixão. A compaixão não é ter apenas dó, mas sim se colocar no lugar de, e fazer algo que faça a diferença, em prol daquele ao qual tivemos compaixão.


Nós temos a inteligência, mas a usamos em malefício do próximo, seja humano ou animal. Inventamos inúmeras coisas ótimas, mas também outras que visam a destruição. Outras, que visam apenas o paladar de pessoas que se dizem “chiques”, mas que na verdade são fúteis e cruéis. É o caso da produção de vitela e patê de fígado de ganso.


Usamos nossa inteligência para abusar dos animais. Não há nada de diferente na criação deles hoje com o holocausto da Segunda Grande Guerra Mundial. Onde está o nosso coração, nossos sentimentos? Nos preocupamos somente com nós mesmos, o que é uma lástima.

Meu sonho é viver em uma sociedade onde haja RESPEITO e AMOR, um complementando o outro. Só assim viveremos em uma sociedade justa, uns ajudando os outros. E não falo apenas pelos animais, mas também pelos humanos. A minha luta é pelos animais; isto não quer dizer que eu despreze os humanos.


Será que meu sonho é uma utopia? Deus queira que não; e eu luto para que se torne uma realidade.


Uma frase me marcou muito: “Na relação homem x animal, nós somos aqueles que mais têm dívidas”. Não me lembro quem a disse, nem onde a ouvi, mas é a mais pura verdade. Pense nisso!





Animais humanos aprisionados.


















Animais não-humanos também aprisionados. Ainda pergunto: qual a diferença?


Fúlvia Zepilho de Andrade