sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Desculpas para se abandonar os cães

A seguinte lista foi realizada em uma clínica veterinária americana, onde funciona um abrigo animal e uma sociedade humanitária. Impressionante, não é???

CÃES:

Ele era tão atraente quando filhote , mas agora ele ficou feio e grande (p/ um legítimo Basset Hound)

Latidos

Tem pulgas

Choradeiras à noite (prendeu à noite em quarto de armazenamento)

Mastiga

Rói a mobília

Grávida

Urina quando ele está excitado (cão com quatro anos de idade, não castrado)

Namorada (o) odeia cachorros

Escavações

Baba muito

Bebê novo a caminho

Mudança

Come muito

Cônjuge odeia cachorros

Corridas ao longo da cerca e agora nenhuma grama cresce lá

Quer se sentar no colo de meu marido e ele não pode segurar o cachorro

Latidos durante o dia (Pastor Alemão preso ao ar livre c/ uma coleira de 3m de comprimento)

Nós não ficamos muito em casa

Mordidas o filho jovem (depois de declarar o filho puxa orelhas e rabo)

Namorado ama cachorros, mas odeia este aqui

Grunhidos e morde (treinou como um cachorro de guarda)

A avó não nos visita porque ela está assustada com ele

Dorme muito (cão com12 anos de idade)

Não tenho tempo para caminhar com ela porque nós dois trabalhamos durante o dia

Ela ficou prenhe duas vezes em um ano

Medíocre

Ele constantemente está nos envergonhando montando nas pessoas e objetos (dois anos de idade, não castrado)

O veterinário disse que ela precisa uma cirurgia

Demanda muita atenção

Come muito desde que ele fez 9 meses (Dogue Alemão)

O latido dele está irritando

Ela tem muitos filhotes a cada ninhada (quatro anos de idade, seis partos)

Os vizinhos reclamam porque ele cava no jardim deles.

Eles são muito patetas (dois cães de porte médio)

Estamos mudando para a casa de nossos sonhos

Nossa casa é muito pequena

O veterinário disse que nós precisamos fazer um tratamento nele, mas não sabia que ia custar tanto.

Cachorro de fora de casa - corre para muito longe de casa

Come os jornais de nossos vizinhos

Persegue carros

Come porcarias

Coloquei um tapete novo em casa

Não posso dispor a comida

Ficou cego

Rosna para a minha mãe

Não quer mais caminhar (caso severo de artrite)

Latidos em nossa janela para conseguir nossa atenção à noite

Vizinho não gosta dela

Nós tiramos muitas férias

GATOS:

Os olhos dela são esquisitos e ela vomita; a primeira conta de veterinário dela foi $82 (seis semanas de idade - ela e três irmãos se salvaram do primeiro dono que não alimentou a mãe e se recusou a dar abrigo para gatinhos nascidos do lado de fora durante inverno - o segundo dono soube de toda a história do gatinho antes da adoção)

Gosto de gatinhos, mas ela é agora uma gata

Grávida

Mia muito

Cheia de Pulga

Nós somos alérgicos a eles (gato com cinco ano de idade, com o dono desde nascimento)

Ele está muito gordo.

Pelo cai o tempo todo

Eles assustam as crianças (eles - quatro gatinhos 18 de semanas)

Arranha a mobília

Tenho que por ele na rua agora, mas ele não possui as unhas.

Estou me mudando para um predio que não aceita animais

Tem vermes

Continua brigando (não castrado)

Cônjuge não gosta de gatos

Estou querendo ter uma criança qualquer dia

Vocalização

Vomita bolas de pelo

Urina nos canteiros (gato e não castrado)

Deseja muita atenção

Está prenhe novamente

Tira o lixo da lixeira

Está muito doente

Não gosto do cheiro de urina de gato

Rasgou as cortinas

Quer dormir na cama

Não posso levar ao veterinário

Estragou minha decoração nova

Dorme no capô de meu carro novo

Não vem quando eu a chamo

Não quer mais brincar (seis anos de idade)

Tem ninhadas enormes

Esposa odeia gatas

Mudando

Meu namorado não viverá comigo se eu tiver um gato

Vou para a Europa por seis semanas

Estes gatinhos têm vermes (também têm sarna de orelha e exame de FIV+ (Vírus da Imunodeficiência Felina positivo))

Ele brincava, mas agora dorme todo o tempo

Não gosta de sair de casa.

Meu marido não gosta de pelo de gato

Uivos

As contas de veterinário são muito altas

Minha mãe não gosta de gatas

Pica papel higiênico

Não gostei do gatinho novo que nós compramos

Se tornou mau

Deixa pelo nas camas e tapeçaria

Envelhecendo

Tenho um filhotinho de cachorro novo

Pensei que gatos eram baratos de se manter

Arranhões no tapete novo

Quer dormir conosco

Demanda muita atenção quando eu assisto a TELEVISÃO

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Segredos do Pedigree

Faz um tempinho que estou pra postar alguma coisa sobre este programa, que achei muito bom, que passou recentemente em um canal da TV paga: Segredos do Pedigree.

Eu, como bióloga e amante de animais e comportamento animal (tá, principalmente os cães), acho que realmente o homem, com toda a inteligência, não deveria produzir raças (e animais) cheios de problemas, sem ao menos se importar com o bem-estar dos mesmos. Eu já tive contato com um Cocker Spaniel Inglês, fruto de acasalamento com irmão e irmã, que tinha vários problemas: menor imunidade, problemas neurológicos (dificuldade em andar, epilepsia), comportamentais, de pele e nos olhos. De uma ninhada de seis filhotes, este foi o único sobrevivente, mas viveu cerca de 8 meses apenas. Agora, por que fizeram este acasalamento? Porque os irmãos eram chocolate, uma cor raça, que eles queriam produzir. Mas, e o bem-estar deste animal? Isso é vida?

Hoje em dia vemos raças (não apenas de cães) que são verdadeiros mutantes: não conseguiriam sobreviver na natureza sozinhas. Na minha opinião, os maiores exemplos são o gato Persa e o Bulldog Inglês. O Bullgod tem problemas de respiração e, consequentemente, de resfriamento (a grande maioria deles, pelo que tenho lido, morre de superaquecimento); não tolera exercícios físicos e nem calor; as fêmeas não conseguem dar a luz normalmente, somente via cesárea, pois os filhotes são extremamente cabeçudos; a fêmea não aguenta o peso do macho, então, a maioria engravida por inseminação... e por aí vai.
O Persa tem problemas com o canal lacrimal, alguns não produzem a quantidade ideal de lágrimas, ocorrendo problemas oculares; por causa do achatamento extremo do focinho, alguns tem problemas para respirar, outros nascem com palato aberto; as fêmeas também, algumas vezes, não conseguem dar a luz os filhotes, tendo que nascer por cesárea.

Mas, isso não para por aí. Tem muito mais coisas, desde raças que possuem problemas sérios mas continuam usando estes exemplares não saudáveis nos acasalamentos, visando apenas a estética, até animais que, sem dúvida alguma, sofrem com excesso de rugas, excesso de achatamento de patas; focinho curto; muito pesado...

Para quem quiser saber mais, veja aqui. Quem quiser ver o vídeo do programa completo, clique aqui.

Piquenique com a família

Nenhum artigo especial...

Hoje vou falar que sábado fizemos um piquenique em família: eu, Suzie, Luis e Letícia. Então, os preparativos para ele começaram desde quinta-feira. Claro, porque não daria pra eu passar a sexta todinha na cozinha, sem dar atenção pras minhas duas meninas.

O dia estava ótimo, passeamos, conheci um casal de amigos virtuais (muito gente boa, Sara e Leo, com sua peluda Meg Meg), comemos bem e passamos momentos bem divertidos, debaixo da sombra de uma árvore e eu vendo alucinada tudo quanto era cachorro passando por perto.

O que foi servido no piquenique? Vou dividir com vocês =) Duas tortas: uma de milho verde e espinafre e outra de cenoura, brócolis e alho-poró; bolo de laranja; frutas diversas; suco; água; e croquetes caninos pra Suzie (lógico, alguém ainda duvida que eu a deixaria de fora?).

Querem as receitas? Vejam aqui.
Obs.: Sara, Leo, adoramos conhecer vocês. E a Meg super simpática!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Corridas de cavalos: crueldade

Muitos acham lindo ver aqueles cavalos competindo para ver qual o mais veloz, o melhor, o invicto. Apostam neles. Torcem por eles. Se não vão aos jóqueis clubes, assistem pela televisão. Mas a grande maioria das pessoas sequer sabe que este "esporte" é cruel, abusivo e os cavalos são muito mal tratados.

Muitos cavalos de corrida são forçados a correr ainda muito jovens, antes do completo desenvolvimento ósseo. Além disso eles participam de muitas corridas, correm em superfícies duras e lhes são ministrados analgésicos e anabolizantes.

A corrida de Triple Crown é especialmente arriscada. Dos 390 cavalos nominados na corrida de 1998, apenas alguns conseguiram chegar até o portão de saída. O favorito Halory Hunter quebrou a pata durante um treinamento dias antes da corrida; Event of the Year quebrou seu joelho direito na corrida Churchill Downs de Kentucky. Em 1999, Charismatic, vencedor do Derby de Kentucky, quebrou a pata durante a corrida Triple Crown de Belmont.

Chicotear é rotina. Os organizadores de corridas dos EUA, diferentemente dos europeus, não fazem restrições no número de chicoteadas que um cavalo pode levar durante a corrida.

Fim da Linha

Poucos cavalos que sobrevivem aos dias de corrida são recompensados com uma aposentadoria decente. Na verdade, o destino final para a maioria destes cavalos é o matadouro. Até mesmo cavalos campeões acabam em matadouros, a exemplo de Exceller, que ganhou cerca de 1,7 milhões de dólares em corridas.

Em 1998 cerca de 7.100 cavalos foram abatidos nos EUA. Para estes cavalos, a “aposentadoria” começa com uma longa viagem em um caminhão. No matadouro, eles recebem um choque elétrico ou uma pancada na cabeça com uma barra de ferro, são içados de cabeça para baixo e abertos. Sua carne é transformada em ração para cães ou mandada para a Europa para consumo humano.


E aí, ainda quer contribuir para as corridas de cavalos? Você realmente AMA estes belos animais? Eles não merecem essa vida, não acham?

Em breve colocarei mais detalhes sobre mais esta crueldade. Parece que os humanos não têm limites mesmo...


O que eu tenho achado pior é que existem emissoras que estão mostrando as corridas como algo maravilhoso (assim como corrida de cães de trenó, que falarei mais tarde), digno de se mostrar na televisão. Para mim, as corridas deveriam acabar para os cavalos poderem ser felizes e ter uma vida digna, como todos nós queremos e merecemos.

sábado, 6 de junho de 2009

Receita: Panqueca de lentilha e tahine (vegana)


Mais uma receita "da hora". Essa eu fiz no meu aniversário do ano passado e fez tanto sucesso que tive que fazer mais panquecas na hora... e olha que tinha feito um monte de panquecas, além da lasanha (que posto receita aqui depois).

Essa receita é muito fácil de fazer e aqui em casa todos gostam =)

Ingredientes da massa:
- 1 xícara e meia de farinha de trigo
- 2 colheres (sopa) de óleo de canola
- 1 xícara e meia de água
- 1 colher (café) de sal marinho
- 1 colher (chá) de fermento em pó químico
- 1 pitada de açafrão (opcional), pra dar essa cor amarelada na panqueca (vejam que uma delas é branca, fiz uma massa sem açafrão porque tem gente não curte muito temperos fora sal, e também não era de lentilha, mas de queijo)

Ingredientes do recheio:
- 1 dente de alho picado
- 2 colheres (sopa) de azeite
- suco de 1 limão
- 1 xícara (chá) de lentilha
- 4 colheres (sopa) de tahine
- sal e temperos à gosto (usei gengibre em pó, salsinha, cebolinha e coentro em pó)

Modo de preparo da massa:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Aqueça uma frigideira e unte levemente com óleo. Encha uma concha de feijão com a massa e despeje na frigideira. Frite-a virando com uma espátula para dourar dos dois lados.

Modo de preparo do recheio:
Cozinhe a lentilha em água com uma pitada de sal. Deixe dois ou três dedos de água acima da lentilha. Escorra e reserve. Misture em meia xícara de água o tahine, o dente de alho, o suco de limão e os temperos. Acrescente a lentilha e mexa bem.

Agora, é só montar as panquecas e comê-las =)
Depois me digam se conseguiram fazer, se gostaram.

Receita: Quibe de Berinjela (vegana)

Já que neste espaço "falo" sobre um pouco de tudo de nossa vida e de tudo em que acreditamos, nada melhor que publicar aqui algumas receitas vegetarianas (em parêntesis diz se é vegana, lacto ou ovo-lacto-vegetariana) para ajudá-los a ver como podemos comer coisas deliciosas sem precisarmos ter nos nossos pratos fruto de crueldade contra os animais.

São todas receitas testadas e aprovadíssimas, tanto por nós quanto por onívoros que as comem. Que tal vocês tentarem em casa? São fáceis de fazer, gostosas e nutritivas. Um dia em que se deixa de comer carne, é um animal a menos morto sem necessidade. Pensem nisso.

Vamos lá?

Segue uma receitinha vegana para alegrar o blog! Esta receita foi testada e aprovadíssima, tanto que farei de novo ainda essa semana! Até hoje a Letícia fica pedindo o quibe (ibe!) pra comer hehehehehe. Mas, se contentou com a torta de abóbora mesmo.

E vocês, tem alguma receita testada a aprovada (vegana, lacto-vegetariana, ovo-vegetariana ou ovo-lacto-vegetariana) para compartilhar?

Quibe de Berinjela

Ingredientes:
2 xícaras(cha) de trigo para quibe
4 xícaras(cha) de água morna
2 beringelas grandes descascadas e cortadas em cubos
1 xícara(cha) de água
1 cebola grande picada
3 colheres(sopa) de hortelã picada
2 cenouras raladas
1 colher(sopa) de sal
1 colher(sopa) de margarina (usei uma marca vegana)
6 colheres(sopa) de amido de milho

Como fazer?
1. Coloque o trigo em uma tigela e cubra com a água morna. Deixe de molho por 1 hora. Passe por uma peneira. escorrendo bem todo o liquido. Reserve.

2. Unte uma assadeira retangular. Temperatura média.

3. Em uma panela média, junte a beringela e a água. Cozinhe em fogo médio até que a beringela esteja macia e todo o líquido tenha secado(cerca de 20 minutos).

4. Bata no liquidificador a beringela e a cebola. Passe para uma tigela e acrescente a hortelã, o trigo escorrido, a cenoura, o sal, a margarina e o amido de milho. Misture bem.

5. Acomode a massa obtida na assadeira untada e leve ao forno por 30 minutos ou até que esteja firme.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Qual a diferença?

Estes dias acordei com uma vontade irresistível de escrever alguma coisa a este respeito. Era um domingo e acordei cedo, antes das 7:30, porque não conseguia mais dormir com vontade de escrever, era como se eu precisasse fazer isso. Aliás, acordei com raiva nesse dia e, no sonho, eu falava tudo isso (pelo menos que eu me lembre) que passei para cá. No dia não consegui escrever, consegui somente na segunda à tarde, com as idéias ainda vivas em minha cabeça. Hoje passei para a internet. E, já me foi dito, este texto será distribuído em eventos em prol do vegetarianismo, já que o pessoal da Sociedade Vegetariana Brasileira (de Sampa) adorou. Bom, não preciso dizer que o texto é de minha autoria, né?! Mesmo assim, a impressão e distribuição está autorizada. Espero que gostem. É um texto longo, mas leiam e reflitam. Paz.


Imagine alguém batendo em seu cão. O que você faria? Acharia engraçado? Acharia que ele não sente dor? Então, porque acha engraçado e divertido assistir aos rodeios, onde os animais sofrem, apanham, pulam de dor, quebram as patas e, no caso dos bezerros, a coluna? Qual a diferença?


O que você sentiria se alguém quisesse jogar ácido em seu cão, só pra ver o que acontece e se realmente ele é ácido? Você aceitaria? Então, porque aceita usar cosméticos que fazem testes em animais, sejam eles cães, gatos e coelhos, testes estes feitos sem anestésicos e que provocam dores extremas? Qual a diferença?


Desliga a TV quando aparecem cenas de animais caçando outros animais? Acha um absurdo comer-se carne de cachorro na China? Mas você já visitou um matadouro? Já viu as condições nas quais os animais ditos de “abate” (bois, porcos e aves) são mantidos, transportados e assassinados, ops, abatidos? Qual a diferença?


Você está com um filhotinho em casa. Procura mantê-lo sempre bem alimentado e vivendo em condições excelentes de higiene, além de lhe proporcionar exercícios e brincadeiras. O que você acharia de dar-lhe uma alimentação pobre, deixando-o anêmico e deixá-lo viver enclausurado durante boa parte da infância, sem ver a luz do sol e sem espaço sequer para se deitar? Um absurdo? Pois saiba que é isso que acontece com os bezerros destinados à produção de carne de vitela. Você está comendo a carne de um animal anêmico e que sofreu durante três longos meses, desde o dia do seu nascimento. Qual a diferença?


Você deixaria seu cão ser adestrado por alguém que batesse nele, usasse de violência para conseguir um simples “Senta” ou “Deita”? Então, por que vai a circos que têm animais, que são adestrados por meio de choques, pauladas, ficam dias sem comer, apenas para entreter o público? Qual a diferença?


Você gostaria que alguém pegasse seu cão, gato, ou até mesmo você, desse um choque para matar (o que na verdade só faz desmaiar) e tirasse a pele dele (ou sua) ainda vivo, sentindo todas as dores possíveis e imagináveis? Então, por que acha lindo um casaco de pele, que precisou de um número grande de animais mortos para ser feito (cerca de 70 raposas, se for de raposas, e mais de 120 coelhos, se for de coelho), animais que são esfolados ainda vivos? Qual a diferença?


O que você sentiria ao viver preso em uma jaula, sem companhia, sem nada para fazer, e com pessoas atirando pedras em você, gritando, batendo nas grades da jaula? Saiba que muitos animais vivem nestas condições: animais de zoológicos, de circo, de fazendas de pele, de fábricas de filhote, bois, porcos... Qual a diferença?


Por outro lado, gostaria de viver em um galpão, com luz 24h por dia, vivendo em um lugar com capacidade para cinco pessoas mas vivendo com cinqüenta, sendo pisoteado, um lugar super quente, estressado e sem conseguir dormir e sequer se mexer? As galinhas, perus, patos e outras aves vivem nestas condições, só para que você possa saborear uma deliciosa coxinha. Qual a diferença?


Você gostaria de, ao chegar numa certa idade, ou mesmo quando estivesse doente, momentos onde mais se precisa de carinho e de uma família, ser abandonado na rua? Então por que você faz isso ao seu cão ou gato quando ele chega na velhice? Eles sofrem tanto quanto você. Qual a diferença?


Você acha um absurdo castrar o seu animal, pois ele sentirá falta de sexo? Saiba que a maioria dos animais, cujos donos pensaram a mesma coisa, tiveram filhotes e, destes, a maioria se encontra no corredor da morte nos milhares de CCZs espalhados pelo país, morrendo muitas vezes de forma dolorosa, como em câmaras de gás ou a pauladas. E, destes animais, 40% a 50% são cães de raça. Você já imaginou que um filhote da sua linda cadela pode vir a para em um destes “agradáveis” lugares? Gostaria que isso acontecesse? Qual a diferença entre ele e um outro?


Uma criança de um ano é menos inteligente que um cão, um boi ou até mesmo um porco. Você a comeria? Por que não? Qual a diferença?


Você acaricia um cão, mas come um boi. Por que ama um e come outro? Qual a diferença?


Muitos acham que os animais foram feitos para nós, mas isto não é verdade. Seria o mesmo que achar que as mulheres foram feitas para os homens, ou que os negros foram feitos para os brancos. Não deixa de ser um pensamento especista (como o primeiro é sexista e o segundo, racista). Os animais sofrem, sim, e muitas vezes até mais que nós, pois seus sentidos são mais aguçados. A única diferença, é que eles não conseguem falar. Mas, será mesmo necessário que eles tenham que falar para que entendamos o quanto sofrem? Quem já olhou nos olhos de um animal que está no matadouro? Nos olhos de um cão abandonado? De um animal machucado? De um animal enjaulado? Uma imagem vale mais do que mil palavras, e os animais se expressam através de imagens. Nós é que não as compreendemos. E ainda qualificamos os animais de irracionais. Justamente pelo fato de não os compreendermos. E tudo aquilo que não compreendemos, tendemos a destruir.


Prova disso é a enorme quantidade de animais ameaçados extinção, a produção em massa de carne animal, alimento esse dispensável aos humanos, que em sua essência, não são classificados como carnívoros (basta ter a curiosidade de olhar em um livro de Zoologia e ver que não somos carnívoros), a produção de pele e couro, totalmente inúteis e supérfluas ao nosso bem-estar. Por que fazemos tudo isso? Porque nos falta um sentimento: compaixão. A compaixão não é ter apenas dó, mas sim se colocar no lugar de, e fazer algo que faça a diferença, em prol daquele ao qual tivemos compaixão.


Nós temos a inteligência, mas a usamos em malefício do próximo, seja humano ou animal. Inventamos inúmeras coisas ótimas, mas também outras que visam a destruição. Outras, que visam apenas o paladar de pessoas que se dizem “chiques”, mas que na verdade são fúteis e cruéis. É o caso da produção de vitela e patê de fígado de ganso.


Usamos nossa inteligência para abusar dos animais. Não há nada de diferente na criação deles hoje com o holocausto da Segunda Grande Guerra Mundial. Onde está o nosso coração, nossos sentimentos? Nos preocupamos somente com nós mesmos, o que é uma lástima.

Meu sonho é viver em uma sociedade onde haja RESPEITO e AMOR, um complementando o outro. Só assim viveremos em uma sociedade justa, uns ajudando os outros. E não falo apenas pelos animais, mas também pelos humanos. A minha luta é pelos animais; isto não quer dizer que eu despreze os humanos.


Será que meu sonho é uma utopia? Deus queira que não; e eu luto para que se torne uma realidade.


Uma frase me marcou muito: “Na relação homem x animal, nós somos aqueles que mais têm dívidas”. Não me lembro quem a disse, nem onde a ouvi, mas é a mais pura verdade. Pense nisso!





Animais humanos aprisionados.


















Animais não-humanos também aprisionados. Ainda pergunto: qual a diferença?


Fúlvia Zepilho de Andrade

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Inconvenientes da carne

1. A carne é alimento antifisiológico, não adaptável ao tubo digestivo do homem. O homem, anatomicamente, não é carnívoro.

2. É alimento antinatural: o homem não fabrica amoníaco para neutralizar os ácidos resultantes do metabolismo cárneo, como fazem os carnívoros.

3. É alimento tóxico, veneno lento mas seguro. Possuí toxinas resultantes da decomposição cadavérica, outras resultantes do metabolismo do animal, que ficam retidas e produzem mais toxinas, pela desassimilação, nos intestinos. Toxinas (venenos) pré-formadas, resultantes do metabolismo animal e que ficaram paralisadas com a morte do animal (dejetos vitais, matérias extrativas, purinas, adeninas, creatinina, xantina, que se transformam em ácido úrico). Toxinas resultantes da decomposição cadavérica microbiana (ptomaínas, leucomaínas). A carne é alimento cadavérico, cadáver em começo de decomposição. A carne do animal recentemente morto é dura. A decomposição cadavérica é que a torna macia, acompanhando-se de produtos de toxinas e de multiplicação de micróbios. A carne contém nucleínas, fonte de ácido úrico e de oxalatos; ácidos, matérias extrativas, que engurgitam o fígado, aumentam o trabalho renal e são conseqüentes à desassimilação da carne nos intestinos, acompanhada de fermentação intestinal.

4. É alimento maléfico para o fígado e para os rins, que precisam multiplicar o seu trabalho para neutralizar os ácidos, purinas, toxinas etc., provenientes do metabolismo cárneo. Esta fadiga de órgãos defensores da saúde é poderosa causa de envelhecimento precoce e morte prematura.

5. A carne produz ácidos fosfórico, sulfúrico e úrico, causadores de acidificação humoral e de irritações esclerosantes. As proteínas em excesso são acidificantes e mucógenas.

6. Os ácidos produzidos pela carne originam desmineralização, ao serem neutralizados no organismo.

7. A carne é um excitante muito forte, equiparável ao álcool, devido às substâncias tóxicas e extrativas dela provenientes. A sensação de vigor é esgotante, o que faz reclamar mais excitantes (álcool, açúcar, mais carne). Há aparência de vigor, devido à excitação, e cria um apetite enganador, porque faz repelir os alimentos suaves. Daí a depressão inicial naqueles que abandonam o uso da carne. Devido ao seu poder excitante, que faz gastar as reservas vitais, e ao seu poder tóxico, a carne é um dos fatores da abreviação da vida. Por isto mesmo é que, com a adoção do regime carnívoro, a duração da vida humana diminuiu, como se pode verificar pelo estudo critico da Bíblia.

8. A carne como alimento contribui para o aparecimento de diversas doenças e degenerações humanas: apendicite, arteriosclerose, artritismo, eczema, enterite, gastrite, nefrite, reumatismos, úlcera gástrica, vegetações adenóides. Por isso, no decurso de moléstias do fígado, dos rins, dos intestinos, da pele, de perturbações nervosas, não há melhor regime do que o vegetariano. Devido à incompleta combustão das proteínas, há produção de ácido úrico; as fermentações intestinais produzem toxinas prejudiciais e ácidos (acético, butírico, copróico, oxálico, etc.), e além de tudo isto: acidificação, ácido úrico, toxinas microbianas e metabólicas, alcalóides, etc. que agravam o mau estado orgânico.

9. A carne, mesmo cozida, traz toxinas microbianas em grande quantidade. Além disto, pela sua própria composição, a carne favorece a pululação microbiana nos intestinos e aumenta a flora putrefativa, em lugar da flora ácida normal. A média de germens, de 65.000 por mm3 de fezes, no carnívoro, baixa para 2.000 por mm3 no vegetariano. Esses germes produzem putrefação, extinguem os germes saprófitas, benfeitores, daí a freqüência de apendicite, colite, enterite, entre os carnívoros.

10. A carne é transmissora de doenças. Contagiosas e parasitárias, brucelose, intoxicações alimentares, salmoneloses, tênia (solitária), triquinose, tuberculose.


11. É mau combustível. Certos alimentos "queimam-se" no organismo, fornecendo-lhes calor. A carne, por falta de hidratos de carbono, queima-se incompletamente, deixando resíduos tóxicos ou acidificadores.

12. A carne, embora rica em proteínas e em ferro, é pobre nos demais elementos e é carregada de dejetos da vida nutritiva (produtos extrativos). Com as frutas e verduras, incluindo-se as frutas secas e oleaginosas, o indivíduo poderá obter todas as substâncias necessárias ao seu organismo. O leite lhe fornecerá proteínas de tão alto valor quanto as da carne e, se quiser se abster de leite, encontrará boa fonte de proteínas no trigo integral e derivados, na soja, na amêndoa, no amendoim e na castanha do Pará.

13. A carne estimula o uso do álcool e do fumo. Podem se encontrar carnívoros abstêmios, mas não se conhece nenhum vegetariano alcoólatra. Com o regime vegetariano, combinado com o jejum, a limpeza dos emunctórios e a demonstração dos inconvenientes do fumo, este vício está abolido em 99% dos casos tratados.

14. Aumenta a impetuosidade e a irritabilidade. A excitação da carne dá aparência de energia e vitalidade, enquanto o regime vegetariano predispõe à calma, ao, controle e à serenidade. O aspecto corado, a boa cor do carnívoro, como a do alcoólatra, é resultante da congestão e da excitação, em vez de significar boa distribuição e riqueza sangüíneas.

15. É alimento imoral. Porque é baseado na morte de seres vivos e porque contribui para manter o reinado de violência na sociedade humana. Contribui para excitar a imoralidade, a brutalidade e a crueldade. Esta ação exerce-se duplamente, física e espiritualmente, devido ao efeito excitante da carne e às vibrações grosseiras de origem animal.

quinta-feira, 19 de março de 2009

20 de Março: Dia Mundial Sem Carne

Esses dias recebi um e-mail importantíssimo: amanhã é o Dia Mundial Sem Carne, minha gente. Abaixo, segue uma explicação sobre este dia importantíssimo para os animais, as pessoas e o planeta.
Infelizmente, sei que a maioria das pessoas não faz o menor esforço de não comer carne, nem que seja apenas um dia na semana, ou neste dia.... quem sabe isto não muda?

O Dia Mundial Sem Carne teve um crescimento explosivo desde seu início, em 1985, e é a maior campanha de educação em uma dieta vegana, sem ingredientes animais.

Este dia é um evento internacional, promovido pela
FARM (Farm Animal Reform Movement), cujo objetivo é ajudar as pessoas a se envolverem em uma dieta livre de crueldade e sem violência. O propósito é mostrar ao público as bondades e benefícios de uma dieta vegana, enquanto se promovem alternativas à carne e aos produtos lácteos.

O Dia Sem Carne teve um crescimento explosivo desde 1985 e se converteu em uma grande campanha educativa. Milhares de pessoas de 50 estados dos EUA e de muitos outros países se voltam todo ano a promover o bom de uma dieta que não usa produtos animais. Diversas organizações de promoção à saúde, como a Sociedade Americana do Câncer, o Instituto Nacional do Câncer (EUA), a Universidade Jphn Hopkins e a Associação Americana do Coração tem suas próprias campanhas para promover o consumo de uma dieta vegana.

POR QUÊ "DIA SEM CARNE"?
  • Porque reduz o risco de ataques cardíacos, câncer e outras doenças degenerativas e crônicas, que anualmente matam 1,4 milhões de norte-americanos e muitos milhões mais em todo o mundo.
  • Porque diminui a exposição a infecções como a Salmonella e o E-coli, que deixa milhões de pessoas doentes anualmente em todo o mundo.
  • Porque aumenta nosso nível energético, diminui o pressuposto de alimentação e simplifica a preparação e limpeza dos alimentos.
  • Porque aumenta a quantidade disponível de grãos, cereais e legumes para consumo humano, pois os animais são ineficientes na hora de converter energia em proteína.
  • Porque preserva o solo, as águas subterrâneas, os bosques e outras formas de vida selvagem, já que não se destroi o terreno para converte-lo em pastagem.
  • Porque protege o solo, a água e outras fontes vitais para a sobrevivência dos nossos e dos seus filhos.
  • Porque protege o solo, água e ar da contaminação por metano, uréia, fezes, urina, homônios e pesticidas.
  • Porque salva animals das jaulas, confinamento, privação, maus tratos, golpes, mutilações e uma vida e morte torturantes. Cada pessoas que adota uma dieta vegana, salva a vida de 95 animais sencientes a cada ano. Na sua vida, uma pessoa pode salvar mais de 6000 animais, apenas sendo vegetariana.
Por todos estes motivos, lhe convido a celebrar o Dia Sem Carne neste 20 de Março, ou qualquer outro dia da semana. Que tal ter um dia de cada semana dedicado a não comer carne? Por sua vida, por sua saúde, pela saúde do planeta e pelos animais!

Eu, Luis, Letícia, Suzie, galinhas, porcos, bois, peixes e todos os seres sencientes do planeta agradecemos a sua colaboração!

Fonte: DíaSinCarne

quinta-feira, 12 de março de 2009

A problemática da carne: Parte IV

Tá bom, tá bom... já vi que os animais de "corte" trazem prejuízos ao planeta, devido à poluição. Mas, tudo bem então eu comer peixes e frutos do mar!

Pois é, aí é que todo mundo se engana! Achar que só porque come-se peixes e frutos do mar se está livre de contaminação é um erro. Os mares estão cada vez mais poluídos, seja por derramamento de petróleo, seja por esgoto, seja por toda a sujeira dos animais de criação, que vão parar nos mares também. Muitos peixes e frutos do mar estão contaminados por mercúrio e outros metais pesados. Gostoso, né?!

Além disso, no ritmo desenfreado da pesca predatória para atender à demanda (ou aos bolsos, né!), peixes, camarões, lagostas etc podem (ou melhor, devem) desaparecer dentro de 30, 40 anos! O mar será um grande deserto, já pensaram nisso?

A pesca predatória não mata apenas os peixes... mas mata golfinhos, baleias, aves marinhas, tartarugas. Em seu prato "saudável" de peixe grelhado, vem embutido ainda a morte de baleias, golfinhos, aves, tartarugas e outros peixes que não estavam no "pacote". Você acha bonito gofinho? Eu também. Mas vivo, e não morto nas redes de pesca.

Uma curiosidade: vocês gostam de cação? Pois é, nada mais é que carne de tubarão. Mas, o que tem de mais isso? Acontece que essa carne de cação é de tubarões que foram mortos para se pegar apenas a barbatana, são os restos da pesca do tubarão, por isso o cação é barato. Só que, infelizmente, são de tubarões ameaçados de extinção minha gente! Verdade! Fiquei sabendo estes dias.

Quem come peixe contribui para a extinção em massa de animais; quem come bois, frango, porco, contribui pra destruição do planeta... e ainda acham que nós, vegetarianos, é que somos malucos? Então... prefiro ser maluca a ser normal.

Pensem bem antes de comer sua próxima refeição!
Depois posto mais sobre a problemática da carne.

domingo, 1 de março de 2009

A problemática da carne: Parte III


Hoje vou falar da poluição ambiental decorrente da criação dos animais. Os dejetos de porcos e galinhas contaminam os lençóis freáticos que, consequentemente, contaminam as águas dos rios (que usamos para beber) e as águas dos mares. Ou seja: é uma poluição sem fim!

A criação de gado também contribui para muita coisa ruim: efeito estufa, aquecimento global, destruição da camada de ozônio (tudo isso devido aos gases emitidos pelos puns e arrotos), além do desmatamento da Amazônia para formação de pastos e da monocultura da soja para dar de comer aos animais ditos de corte. O desmatamento também causa a morte dos animais silvestres, que não têm para onde ir.

E não para aí: na hora do assassinato dos animais, toda a sujeira de sangue, excrementos e tudo o mais também vai parar nos lençóis freáticos, contaminando a água potável e a dos mares de nosso planeta.

Toda essa poluição ambiental contribui para a destruição do planeta: o consumo de carne contribui para a destruição do planeta: a indústria da carne contribui para a extinção dos animais selvagens e da destruição das floretas, cerrados, pantanais: toda vez que você come carne, você come uma parte do planeta. Ou você ainda não percebeu isso? A simples diminuição do consumo de carne já ajuda o planeta: parar totalmente seu consumo tornaria o planeta um lugar maravilhoso para se viver.

Curiosidade: os animais de corte poluem mais que os carros, já que existem mais animais que pessoas no mundo.

Pense nisso antes de preparar sua próxima refeição.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A problemática da carne: Parte II

Mais um pequeno (grande) problema em continar a se comer carne. Enquanto você saboreia aquele delicioso (argh!) bife, você contribui para o desmatamento da Amazônia. Sim, isso mesmo. Você está comendo a Amazônia.

Milhares de árvores são derrubadas para se transformar em pasto e/ou monocultura de soja, usada para alimentar as vacas e bois que vão parar no prato das pessoas. O estado do Pará é o campeão de derrubada de hectares amazônicos.

Fora isso, os puns e arrotos das vacas são mais poluentes que os carros, aumentando o efeito estufa. Em outro post falarei sobre a poluição ambiental decorrente da pecuária.

E aí? Até quando você vai continuar comendo a Floresta Amazônica? Comendo o Planeta? Se não mudarmos, que mundo deixaremos para nossas gerações futuras (e nós mesmos)?

Pensem nisso.

PS: Linda a vaquinha, né?! Pena que, além de poluir onde vivemos, ela foi esquartejada ainda vida para que virasse bife. Não entendo....

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A problemática da carne: Parte I


Vou falar um pouco sobre o problema de se comer carne. Não, não é só porque se matam os animais (claro, vou falar sobre isso também), mas existem outros motivos muito importantes para que você pense seriamente em sua próxima refeição (e em todas de sua vida).

Um dos problemas que vou escrever é sobre o desperdício de comida na produção da carne. Gente, vocês já pararam pra pensar na quantidade de grãos que uma galinha come durante toda a sua vida para, depois de alguns meses, virar um frango assado que vai alimentar só umas três ou quatro pessoas? A quantidade de grãos que ela comeu daria para alimentar muitas famílias!! Isso falando de uma galinha, que é pequena. Imaginem um porco, uma vaca... É comida demais dada aos animais para alimentar gente de menos.

Eu estava vendo hoje na TV, em uma fazenda orgânica o dono estava dando vários grãos para as galinhas. Eram baldes e mais baldes. Imaginem tudo isso durante a vida (curta) toda desta galinha, a quantidade de grãos de excelente qualidade que serviriram para alimentar tranquilamente muita gente.

A carne é alimento para poucos; grãos são alimentos para muitos. Para acabar com a fome no mundo, deveria-se, pelo menos, comer bem menos carne do que se come hoje. Tá certo que para mim o ideal era que todos fossem vegetarianos: seria tudo muito melhor para todos: animais, pessoas e o nosso planeta.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Reciclar é preciso


Visitando um blog que eu gosto muito, devido às dicas e matérias interessantes, vi essas sobre reciclagem.

Recentemente onde moramos a coleta seletiva foi implantada mas, infelizmente, muitos não aderiram ao projeto, alegando que tem que descer para jogar o lixo, que fica na garagem. Sim, puro comodismo, porque são pessoas que saem de casa todos os dias, seja para o trabalho, seja para fazer nada lá embaixo. Enfim... nem todos têm consciência de que devemos ajudar o planeta o máximo possível. E a coleta seletiva é uma mudança de hábito necessária, junto com tantas outras, que postarei mais pra frente.

Vamos ver como é simples?

Menos de 30% do lixo reciclável é recolhido para reciclagem. Sabiam?
E o lixo que não é reciclado, vai fazer volume nos lixões. Os catadores vivem lá perto, porque sempre conseguem as latinhas e os papéis pra pegar e vender. E o lixo fica lá….. por meses, anos, décadas, séculos….. Uma latinha de alumínio (é, essas daí que vêm com leite em pó), por exemplo, leva mais de 1000 anos - ou 10 séculos - pra se decompor. Isso quando poderia ter sido reciclada.

Depois da implantação da coleta seletiva aqui no prédio, vi que o volume de lixo orgânico diminiu muito aqui em casa. E olha que não somos grandes produtores de lixo, porque comemos muita coisa natural, que vem da feira, sem caixinha. O lixo reciclado que mais “fazemos” são os sacos de feijão e outras legumisosas, arroz e caixinhas de leite.

Tudo bem, você pode reclamar “mas tem que ficar lavando o lixo”. Mas, peraí, é só uma pré-lavagem, depois deixa secar: facilita o trabalho de quem recolhe o lixo e não deixa cheiro. Ou você preferiria viver, daqui uns anos, com lixo espalhado em todo lugar, simplesmente porque não recicla-se? O mundo não comportára a quantidade de lixo, precisamos fazer algo com grande urgência!

E quando não tem coleta seletiva?
Bom, existem os catadores. Eles pegam ou papelão, ou lata, enfim. Vale a pena deixar separado pra evitar que o lixo orgânico contamine o reciclável e que sujem toda a calçada. E quando não tem os catadores, tem lugares pra onde se liga e pede a retirada do lixo reciclável. Também tem lugares que recebem. Se você passa por um, basta parar e deixar.

Parece muito trabalho, né? Mas eu garanto que não é. No começo, até dá um trabalhinho. Depois de um tempo, tudo fica muito, muito automático. E vale a pena!

Reciclagem de embalagens Tetra Pak (leite, sucos, etc) :
http://www.rotadareciclagem.com.br/index.html

Coleta de recicláveis:
http://www.reciclaveis.com.br/centralserv/guiaserv/SE/SE01/coleta.htm

CataSampa:
http://www.catasampa.org/

Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis:
http://www.movimentodoscatadores.org.br/

Alô Limpeza (SP) telefone 156

Reciclagem de Isopor Abrapex
http://www.abrapex.com.br%20/

Como implantar a coleta seletiva no meu prédio?
(Funciona pra casa também, mas aí você precisa encontrar mais gente que queira, pra que junte um volume maior de materiais recicláveis)

O ideal é que se forme uma comissão: uns 2-3 adultos e alguns estudantes (de qualquer idade).
A primeira coisa é decidir como vai ser a coleta: se vão coletar os materiais recicláveis separadamente ou tudo junto. Se puder, tudo separado é melhor. Mas assim, a resistência das pessoas fica maior, porque é um trabalho maior, entào, talvez seja melhor colocar tudo junto. E arrumar um local. Pode até ser na lixeira, junto com o lixo orgânico, mas o ideal é que seja separado. Em caso de casas, acho legal ter algum lugar onde se possa manter o recipiente, mas que tenha sempre alguém por perto, pra evitar que seja …. quebrado.

Procurar quem receba o material. Existem empresas que compram o material reciclável. Mas também pode doá-los pra instituições. Por exemplo, as Casas André Luiz recolhem. Combine certo qual vai ser a frequência das retiradas, quais os materiais. Se um lugar não aceitar, por exemplo, as embalagens tetra pak, procure outro que aceite e fique com dois lugares que recebem os materiais.

Comprar as lixeiras. Se for coletar papel, plástico, metal e vidro separadamente, compre uma daquelas lixeiras bonitinhas e coloridas. Mas pense nas latas: se a coleta do prédio for em um único local, então precisa de uma lata maior. Se a coleta for feita por andar, podem ser recipientes menores. E cuidado! Não armazenar os recicláveis perto de pontos elétricos nem por muito tempo, porque eles pegam fogo muito fácil.

Treinar os funcionários é importante. E dar material também. Uma luva, pra evitar que se cortem, um carrinho. Se o material reciclável for vendido, ainda é legal que se dê um bônus aos funcionários e empregadas, porque isso ajuda e estimula a coleta seletiva.

Junto com a compra das lixeiras, é legal colar nos elevadores e áreas comuns cartazes sobre a reciclagem. Também pegar as crianças pra fiscalizarem se as pessoas estão fazendo certo ou conversando com os adultos do prédio sobre. Uma faca de dois gumes: as crianças aprendem a importância e fazem algo pelo mundo e ainda garantem que a coleta esteja correta.
E pronto.

Veja mais nos links abaixo:
Cia Eco, Educação Ambiental
Lixo.com.br, com uma lista bem completa do que é e o que não é reciclável.
Comcap
Sindiconet


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Abate humanitário é ampliado no Brasil e divide opiniões


Só uma pequena opinião: sou CONTRA abate e, para mim, esse só é humanitário no nome, porque tira dos animais um direito de todos: o direto à VIDA. Não existe abate humanitário. Por mais que o animal não sinta dor naquele momento (o que é uma inverdade), ele está perdendo um dos direitos mais fundamentais, que é o da vida. Reflitam... sejam vegetarianos, por amor a você, aos animais e ao planeta em que vivemos.

Galinha, boi e porco nascem predestinados a servir à humanidade. A carne de todos eles vai à mesa. A pele de um vira casaco e sapato, os ossos, botão e gelatina. A discussão é como conseguir manejá-los de uma maneira que amenize o sofrimento. Oferecer uma morte menos dolorosa é o propósito do chamado abate humanitário, às vésperas de passar por uma revisão inédita no Brasil.

Pela primeira vez, uma parceria entre uma ONG internacional, a WSPA (sigla em inglês para Sociedade Mundial de Proteção Animal), com sede em Londres, e o Ministério da Agricultura prevê uma campanha do Programa Nacional de Abate Humanitário, que terá início em 2009.

Como diz a veterinária Charlí Ludtke, 30, da WSPA, coordenadora do programa, carne é uma responsabilidade de todos. "De quem produz, de quem abate e até de quem a consome."

Cinco profissionais, entre zootecnistas e veterinários, começam a ser treinados em outubro para percorrer 700 frigoríficos de Santa Catarina, do Paraná, do Rio Grande do Sul e de São Paulo nesta primeira etapa do projeto.

As normas do abate humanitário de suínos, aves e bovinos vão ser transmitidas por meio de DVDs, apostilas e aulas práticas e teóricas. A ação conjunta de uma ONG internacional e do governo brasileiro segue o modelo consagrado em países desenvolvidos. Na Inglaterra, por exemplo, a Universidade de Bristol age em parceria com frigoríficos britânicos, para desenvolver técnicas de abate humanitário, dando cursos e treinamentos de capacitação, inclusive no quesito transporte, o que é obrigatório em toda a União Européia. Lá, ao contrário do que ocorre no Brasil, os condutores precisam passar por um programa sobre o bem-estar animal antes de sair pelas estradas transportando carga viva.

Por aqui, a idéia é ensinar, por exemplo, a carregar animais de fazendas e granjas para os frigoríficos de modo que eles não sofram tanto durante o trajeto. O embarque e o desembarque devem ser feitos de uma forma mais tranqüila, que atenda às boas práticas de manejo.

Matadouros e abatedouros do Estado de São Paulo são obrigados, desde 1995, a utilizar métodos científicos e modernos que impeçam o abate cruel de animais. Mas nem todos seguem a lei. O índice de carne clandestina varia de 20%, nas regiões mais abastadas, a 60%, nas mais pobres do país. Nesses casos, o abate é feito ainda de forma primitiva, cruel e violenta. "O transporte é muito precário. Os animais sofrem durante o trajeto: bois são pisoteados, frangos acumulam fraturas e machucados. No abate, suínos são esfaqueados com punhaladas no coração e jogados em tanques para escaldadura, muitas vezes ainda vivos", critica Sônia Fonseca, presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

Uma das líderes do movimento para que o abate humanitário se tornasse lei em São Paulo, Sônia é categórica: "É claro que não existe forma boa de matar, mas, no momento, o abate humanitário é uma maneira de diminuir um mal que não podemos evitar".

Bem-estar X abolição

É aí que, com o perdão do trocadilho, a porca torce o rabo. Na opinião de alguns defensores dos animais, pouco importa colocar música clássica para os bois ouvirem ou colorir as granjas com tampinhas de garrafa para as galinhas "brincarem" se o destino é um só: a morte.

O abate humanitário não é visto com bons olhos por todos os ativistas. Dentro das organizações de defesa animal, existem duas correntes: a do bem-estarismo e a do abolicionismo. A primeira prega melhores condições de criação e abate, como é o caso da WSPA, parceira do governo nesse projeto. A segunda clama pelo fim da exploração animal. Eu me enquadro nesta última... a exploração animal deve ACABAR mesmo... só resta a população se conscientizar disso.

Nesta última, enquadra-se a entidade do nutricionista George Guimarães, 34, presidente do Veddas (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos dos Animais e Sociedade). Para ele, qualquer ação que vise a melhorar o bem-estar animal tem interesses comerciais e perpetua a exploração, porque cria na população a falsa impressão de que eles têm uma vida digna. "Os animais não têm interesse em serem explorados. Dentro desse cenário, essa ação é contraproducente."

Nina Rosa, 64, presidente do instituto que leva seu nome, segue o mesmo raciocínio de George. Segundo ela, de humanitário, esse abate não tem nada. "Ele prejudica o trabalho de sensibilização das pessoas", acha ela. "É uma anestesia de consciência." O instituto lançou um documentário chamado "A Carne é Fraca", sobre o consumo da carne e suas conseqüências. Feito em quatro idiomas --português, francês, inglês e espanhol--, o vídeo, que está sendo distribuído para 400 organizações em todo o mundo, conta a "trajetória de um bife", desde o nascimento de bezerros e frangos até o abatedouro. Contém cenas chocantes. Vídeo excelente, convido a todos a verem!

A criação intensiva de animais para consumo humano, na avaliação da ativista paulistana, é a maior causa do aquecimento global. "Fazem queimadas para dar lugar ao pasto e para plantar grãos para alimentar bois -isso sem contar o assoreamento dos rios. E não podemos esquecer que a floresta amazônica está sendo devastada para virar pasto."

Como precisa de grandes pastagens, o gado normalmente é criado longe da área de consumo, o que implica emissão de carbono para o transporte da carne e, em muitos casos, desmatamento da região. Este é considerado o primeiro fator de deslocamento da fronteira agrícola, com efeitos diretos sobre a floresta amazônica.

O "grito" das entidades encontra eco em órgãos oficiais. Estudos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) mostram que a criação de animais para consumo humano é realmente uma das maiores causas de problemas ambientais, incluindo aí o aquecimento global, a degradação da terra, a poluição da água e do ar e a perda da biodiversidade. Há até uma pesquisa que revela que ela seria responsável por 18% do efeito estufa, com a participação direta da produção de ração para animais, à base de grãos.

Na Europa e nos EUA, não faltam iniciativas anticarne ancoradas na problemática ambiental. O ex-beatle Paul McCartney, vegetariano veterano, lançou em junho na Inglaterra o "Meat Free Mondays" (segundas-feiras livres de carne), com a intenção de encorajar os carnívoros a consumir comida vegetariana ao menos uma vez por semana, citando o comunicado da ONU como uma boa medida para cortar a carne do cardápio.

Uma das organizações mais ativas (e polêmicas) do mundo é a norte-americana Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, da sigla em inglês).

Só para ter uma idéia de uma de suas controvérsias, a entidade chegou a comparar os matadouros a campos de extermínio nazistas. Dona de uma ousada campanha a favor do vegetarianismo, a Peta decidiu, no mês passado, centrar fogo em carnívoros famosos na sua mais recente empreitada contra a morte dos animais.

Sônia, do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, rejeita essa divisão entre as ONGs. "No fundo, todos somos abolicionistas. Não tenho pretensão de impedir que as pessoas comam carne. Se isso não é possível no momento, por ora, vamos minimizar o sofrimento dos animais", defende.

O problema é que uma questão permanece aberta: o brasileiro não dispõe de ferramentas para identificar, na hora da compra, se o produto obedeceu às normas de bem-estar animal durante a criação e o abate, como é comum na Europa e em parte dos EUA.
No seu próximo banho, imagine que ao sair do chuveiro você receberá um tiro de pistola pneumática bem no meio da sua testa.
Você ficará atordoado, quase morto, mas ainda assim vai estar vivo enquanto alguém vai lhe abrir o peito com um facão para que seu sangue escorra pelo ralo do banheiro.
IMAGINOU?
Fonte: Roberto de Oliveira, da Revista da Folha

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Por Dentro da Indústria de Peles

Oitenta por cento das peles obtidas pelas indústrias de peles vêm de animais que vivem em cativeiro nas fazendas de peles. Essas fazendas mantém milhares de animais e as práticas usadas para mantê-los é uniforme (ou seja, é igual) no mundo todo. Assim como o confinamento intenso a que os animais são submetidos nestas fazendas, os métodos usados por elas são feitos para aumentar os lucros, sempre às custas dos animais.
Vidas curtas e sofridas
O animal mais criado nas fazendas é a marta, em seguida vem a raposa. Chinchilas, linces e até mesmo hamsters também são criados para obtenção de casacos de peles. 64% dessas fazendas se encontra na Europa, 11% na América do Norte e o resto está disperso pelo mundo, em países como Argentina e Rússia. Os "criadores" de martas geralmente acasalam as fêmeas uma vez por ano. Por volta de três ou quatro filhotes sobrevivem em cada ninhada, e eles são mortos quando têm por volta de 6 meses de idade, dependendo do país onde estão, depois do primeiro inverno rigoroso. As martas usadas na reprodução são mantidas até os quatro ou cinco anos. Os animais - mantidos em gaiolas super pequenas - vivem com medo, estresse, doenças, parasitas e outros sofrimentos físicos e psicológicos, tudo pela indústria global que ganha bilhões de dólares por ano.

Coelhos são mortos aos milhões para consumo de sua carne, principalmente na China, Itália e Espanha. Uma vez considerado um mero subproduto de consumo, a indústria de peles de coelho procuram as peles dos animais mais velhos (coelhos criados para consumo são mortos com a idade de 10 a 12 semanas). As Nações Unidas dizem que "poucas peles são pegas nos matadouros", e países como a França matam 70 milhões de coelhos por ano para obter suas peles, usadas em roupas, como iscas na pescaria e em detalhes em obras de arte.

A vida no "rancho"
Para cortar gastos, os "fazendeiros" colocam vários animais juntos em gaiolas super pequenas, onde os animais mal podem se mover. Esse confinamento e multidão é muito estressante, principalmente para as martas - animais solitários, que, na natureza, ocupam um território de 2.500 acres. Essa vida angustiante faz com que as martas cometam auto-mutilação - mordem seu corpo, cauda a patas - e andam freneticamente em círculos, sem parar. Zoólogos da Universidade de Oxford, que estudaram martas cativas, descobriram que, apesar de serem criadas para o comércio de peles, as martas não são domesticadas e sofrem muito em cativeiro, principalmente se elas não tem a oportunidade de nadar. Raposas, guaxinins e outros animais sofrem do mesmo modo e muitos cometem o canibalismo como uma reação para o seu confinamento superpopuloso.

Os animais nas fazendas de pele são alimentados com os subprodutos de carne que são considerados impróprios para consumo humano. A água é providenciada por um bebedouro tipo "bico de mamadeira" que geralmente congela no inverno ou pode não funcionar devido a erro humano. Resultado: os animais têm sede!

Doenças e parasitas
Os animais das fazendas de peles são mais suscetíveis às doenças do que os que vivem livres na natureza. Doenças contagiosas, como pneumonia, são passadas de gaiola para gaiola rapidamente, assim como pulgas e carrapatos. Moscas portadoras de doenças se desenvolvem nos locais que coletam urina e fezes, que ficam embaixo das gaiolas por meses. Vídeos e fotos feitos em investigações mostram os animais sofrendo de graves machucados e infecções, mau-tratados e são deixados morrer de forma lenta.

Habitats artificiais
As gaiolas são geralmente mantidas em locais abertos que fornecem pouca ou nenhuma proteção contra o vento, o frio, o sol excessivo ou a chuva. Sua pele sozinha não é capaz de mantê-los quentes no inverno e, no verão, as martas sofrem com o calor, pois não têm água para se refrescar. Quando as martas aprendem a "tomar banho" sozinhas, pressionando os bebedouros "mamadeira", os "fazendeiros" mudam os bicos do bebedouro para acabar com o alívio delas.

Veneno e dor
Nenhuma lei protege os animais das fazendas de peles, e os métodos de abate são horrendos. Como os "fazendeiros" se preocupam apenas com a qualidade da pele, eles usam métodos de abate que as mantenham intactas, mas, esses mesmos métodos, resultam em sofrimento extremo para os animais. Pequenos animais são colocados aos montes em caixas e envenenados com o gás que sai do escapamento de um caminhão. Isso nem sempre é letal, e alguns animais acordam enquanto são despelados. Os animais maiores têm grampos ou hastes colocadas em suas bocas e hastes colocadas no ânus, e são dolorosamente eletrocutados. Outros animais são envenenados com estricnina, que os sufoca por paralisar seus músculos em dolorosas cãibras. Câmeras de gás, câmeras de descompressão e, literalmente, torcer o pescoço são outros métodos de abate muito comuns.

A indústria de peles se recusa a condenar até os mais cruéis métodos de abate. Eletrocussão genital, considerada "inaceitável" pela Associação Americana Médica Veterinária (AVMA - em inglês), é um método de abate que causa, nos animais, a dor de um ataque cardíaco enquanto estão totalmente conscientes. A indústria de peles de chinchila consideram a eletrocussão e quebrar o pescoço "aceitáveis".
Você vestiria seu cão?
Um investigação revelou que a indústria de pele de cães e gatos é multi-milionária na Ásia e descobriu que casacos e brinquedos feitos com pele de cães domésticos são vendidos no mundo. Não existe nenhuma lei que previna uma pessoa de importar pele de cão e gato para o seu país. Se o produto importado custa menos que U$ 150, o exportador nem precisa dizer do que ele é feito. Vídeos mostram um Pastor Alemão, com a cauda abanando, momentos antes de ser despelado vivo. Um gato, preso em uma gaiola, olha, um por um, seus colegas de gaiola serem sufocados, pendurados e enforcados, e espera a sua vez. Peles de cães e gatos ainda entram no país, pois só podem ser detectadas por testes de DNA caríssimos.

Portanto: NUNCA, JAMAIS, USEM PELES DE ANIMAIS E NEM COMPREM ITENS QUE AS TENHAM COMO ENFEITE!!!!

Destruição do meio ambiente
Ao contrário do que a indústria de peles diz, a produção de peles destrói o meio ambiente. A energia necessária para produzir um casaco de pele é, aproximadamente, 20 vezes maior do que a necessária para produzir um casaco de pele falsa. Nenhum casaco de pele é biodegradável, devido ao tratamento químico aplicado para impedir que a pele apodreça. O processo do uso desses produtos químicos é muito perigoso e pode contaminar a água.

Cerca de 22 quilos de fezes são excretadas por marta despelada nas fazendas de pele. Baseado no número total de martas despeladas só nos EUA em 1999, que foi de 2.81 milhões, as fazendas de pele de marta geram, aproximadamente, 62 mil toneladas de fezes por ano. O resultado são mil toneladas de fósforo que destroem ecossistemas aquáticos.

Pele em roupa de ovelha
Enquanto as vendas de peles caem, as vendas de pele de cordeiro com lã crescem. Alguns produtores de peles são usados para distinguir a pele de marta da pele do cordeiro. Muitas pessoas não sabem das origens da pele de cordeiro ou que suas vendas são um incentivo para os criadores de ovelhas aumentar o seu rebanho.

No Afeganistão, a ovelha karacul agora é criada para produzir cordeiros para o mercado Persa de casacos e chapéus. Para uma melhor qualidade da pele, a mãe é morta um pouco antes de dar à luz e o cordeiro é retirado de dentro dela. As peles do cordeiro abortado são muito valorizadas no mundo da moda por seu brilho parecido com o da seda. É necessária a pele de um cordeiro inteiro para fazer um único chapéu.

Indústria em declínio
A Áustria e o Reino Unido baniram as fazendas de peles e a Holanda parou com a criação de raposas e chinchilas em abril de 1998. Nos EUA, existem aproximadamente 324 fazendas de martas, contra 1.027 em 1988. Como sinal dos tempos, a supermodel Naomi Campbell foi proibida de entrar em um clube de Nova Iorque porque estava usando pele.


Escolhas humanas
Os consumidores precisam saber que todo casaco, forro ou detalhe de pele representa um intenso sofrimento de milhões de animais, sejam eles capturados em armadilhas, criados ou mesmo não nascidos. Essas crueldades só acabarão quando as pessoas se recusarem a comprar ou vestir pele. Aqueles que aprendem os fatos por trás do casaco de pele deve passar seu conhecimento para outros, para o bem dos animais.


sábado, 10 de janeiro de 2009

A Lamentável Situação dos Galgos na Espanha



"Me comove a dor alheia, e sim, incluo na dor alheia esses humanos peludos que nos acompanham, com lealdade imerecida, pelo tortuoso caminho planetário. A dor alheia, hoje, tem uma figura estilizada, um olhar vivaz, um sentido agudo da fidelidade e um medo profundo. Não é um galgo, mas centenas, e sua última notícia negra é o futuro incerto que lhes espera."
A SINISTRA REALIDADE DOS GALGOS ESPANHÓIS
Os Galgos Espanhóis tem sido utilizados quase que exclusivamente como uma ferramenta de caça na Espanha. Eles geralmente vivem em celeiros, em números superiores a 10 cães e a maioria quase nunca vê a luz do dia.
O foco do problema se divide em duas partes: a criação indiscriminada dos Galgos Espanhóis e o descarte massivo e cruel ao final da temporada de caça, que acontece anualmente entre setembro e janeiro. Investigações feitas pela WSPA (World Society for the Protection of Animals) nos anos de 2001 e 2002 provaram que milhares de Galgos Espanhóis são criados anualmente com a única finalidade de participarem do campeonato nacional de caça, sendo Medina del Campo seu principal centro.
Antes de 2001, a cada final de temporada, os caçadores tradicionalmente enforcavam seus Galgos Espanhóis nos pinheiros nos arredores de Medina del Campo. Os investigadores da WSPA reuniram vasta evidência fotográfica e fizeram um relatório sobre o tratamento cruel que os Galgos Espanhóis estavam recebendo. Os resultados do inquérito da WSPA, realizado nas regiões de Castilla y Leon e Castilla la Mancha com a assistência da organização espanhola Scooby (Sociedade Protetora de Animais Scooby), revelam que a antiga tradição do enforcamento de cães na Espanha continua até hoje. A WSPA estima que milhares de Galgos Espanhóis sejam criados e mortos anualmente nas zonas rurais.
A partir daí, devido às denúncias sobre o enforcamento de Galgos, os galgueiros começaram a levar os cães indesejados para os abrigos, resultando em torno de 500 cães abandonados ao final de cada temporada, a maioria de Galgos Espanhóis. Para os donos dos Galgos, os protetores são somente aqueles que recolhem o seu lixo. Para eles, um Galgo no final da temporada de caça nada mais é do que um entulho do qual eles querem se livrar. O galgueiro se aproveita da oportunidade de passar o problema adiante e desta maneira tenta limpar a própria consciência.
Praticamente qualquer pessoa pode criar Galgos Espanhóis, não existe controle algum por parte das autoridades. As leis que regulam o assunto não são cumpridas e não é aplicada nenhuma punição quando são desrespeitadas. Não há possibilidade de verificar se estas leis estão sendo violadas. A criação de Galgos Espanhóis é excessiva - uma população de cães nunca terá a chance de encontrar um lar, por isso uma nova direção foi tomada para atacar o mal pela raiz, que é a campanha contra a "criação indiscriminada de Galgos Espanhóis".
O horror do enforcamento após temporada de caça
Quando termina a temporada de caça às lebres, começa o terror para estes nobres animais.
A maioria dos Galgos Espanhóis abandonados tem por volta de dois ou três anos, e chegam geralmente em péssimas condições de saúde. Muitos são sacrificados com injeções letais antes de conseguirem chegar a um abrigo, onde teriam a chance de ter um futuro mais digno.
Na Espanha, é tradição pendurar os cães que correm mal em galhos mais baixos, onde sofrem uma morte lenta e agonizante conhecida como 'o pianista' devido à frenética tentativa de tocar suas patas no solo. Aqueles que correm bem são pendurados em galhos mais altos, resultando em uma morte mais rápida. Em algumas vilas próximas, as pessoas chegam a reclamar do barulho dos ganidos dos cães durante a noite. Essa prática tem suas raízes na tradição da nobreza espanhola: quando acabava a temporada de caça, os ricos latifundiários matavam seus Galgos com requintes de crueldade para provar seu status e com isso impor temor e respeito. Não se sabe o motivo desta tradição continuar até os dias de hoje, e não há lei que puna os responsáveis.
Galgos indesejados também são apedrejados, amarrados e deixados para morrer de fome, afogados, jogados em poços, queimados com gasolina, enterrados vivos, amarrados em carros e arrastados até a morte, envenenados, levam tiros nas patas para não seguirem os donos, são torturados com paus nas bocas para não latirem. Muitos dos que são abandonados nas ruas acabam sendo atropelados e os que têm mais sorte são largados nos abrigos. Por causa da divulgação de fotos de cães enforcados, muitos Galgos passaram a ser entregues nos abrigos, que ficam superlotados depois da época de caça - por volta de 500 galgos a cada temporada.
Atualmente, não é ilegal matar um cão por enforcamento na Andaluzia e Extremadura, onde não existem leis de proteção animal. Em Castilla y Leon, uma lei ameaçando de multa alguém que enforque um cão ainda espera ser cumprida.
O roubo de Galgos Espanhóis
De acordo com a polícia, o Galgo Espanhol é a raça de cão mais roubada no país. A polícia espanhola menciona o roubo de 1200 Galgos em 1998, mas estima-se que este número é somente o topo do iceberg, em torno de 20%.
Geralmente os caçadores consideram uma inutilidade declarar o roubo de um cão que provavelmente nunca mais vai ser encontrado. Deveria haver uma identificação do animal para que os donos pudessem encontrar seus cães em caso de roubo. Certamente são somente os melhores corredores que são vítimas de roubo, já os que correm menos são descartados. Os protetores presumem que tem um tipo de máfia por trás dos roubos, já que os ladrões sabem muito bem quais os Galgos que devem ser levados.
Todos na Espanha conhecem sobre estes abrigos afastados onde se encontram cães de corrida roubados. Há casos de Galgos Espanhóis roubados durante a caçada, em campo aberto. Os ladrões se escondem e aproveitam para pegar o cão quando ele aparece. Os cães são levados em carros em alta velocidade, em operações perigosas. Alguns dos cães são vendidos para fazendeiros e outros são usados em caçadas. De acordo com alguns galgueiros, os cães são usados repetidas vezes, até a completa exaustão, sendo depois abandonados ou coisa pior. É bem conhecido o destino dos Galgos roubados: eles são enviados de Castile e de lá vão para o sul, para Madri, Toledo e Andalusia. Os cães roubados em Toledo vão para o norte de Castile e os roubados na Andalusia terminam na Extremadura e vice-versa. Como os galgos não podem ser identificados, eles nunca retornam para seus donos.
Transmitimos uma história contada no mundo dos Galgos, porém sem provas de que seja verdadeira. Os caçadores que possuem um galgo roubado tentam ganhar a confiança dele para que ele não fuja: primeiro ele é trancado em escuridão completa sem qualquer alimento por dois ou três dias. Depois é alimentado e tem que tomar leite misturado com a urina do seu novo dono para passar a considerá-lo como seu líder.
“Este relato cruento é a crônica cotidiana do final destes animais. Parece extraordinário contemplar como animais que têm vivido assim toda sua vida, chegam a ser tão incríveis em sua bondade quando lhes dão a oportunidade de ser amados. Dizem os que lutam por eles que são os melhores animais de companhia que existem. Organizações trabalham ativamente para dar-lhes uma segunda oportunidade, e já conseguiram salvar centenas deles desde que começaram sua luta. Só pedem isso, poder salvar suas vidas, buscar famílias que os acolham — geralmente no estrangeiro, onde sabem apreciar a bondade destes animais — e outorgar um pouco de amor a sua profunda tristeza. O fazem por convicção, sem praticamente ajuda, diante da indiferença da maioria de nós, e com a passividade absoluta das autoridades. Os pequenos milagres, em forma de galgos que aprendem a confiar nos humanos, a brincar com crianças, a subir num sofá, a morrer com um pouco de dignidade, esses pequenos milagres representam fragmentos de beleza neste mundo sórdido, e em forma de pessoas que dedicam seu tempo e seu esforço para que a crueldade não triunfe completamente. Apelamos à consciência de seus donos, às administrações, que têm permitido o abuso com total impunidade. A nós, que talvez nem soubéssemos da bárbara vida e morte destes animais. De vez em quando existem esses raros momentos em que alguém pode arranhar algo parecido à bondade. Ou no mínimo, pode restringir a maldade. Este é um deles. Os Galgos estão mal, mas ainda poderão estar pior se ninguém evitar. E, certamente, que beleza quando podem amar e aprendem a ser amados! Queremos ajudá-los! Vamos impedir?”
Pilar Rahola